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Adolescência em Contexto Escolar: Fevereiro 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Escola - Famílias: uma relação de complementaridade

Durante anos a escola constituiu-se como um espaço fechado e à margem da comunidade, uma vez que lhe competia apenas a função de ensinar a ler, escrever e contar. A relação entre a escola e as famílias desenvolveu-se essencialmente num registo negativo: as famílias só eram chamadas à escola quando havia problemas com os filhos e “só eram convidadas para actividades em que tinham um papel meramente de espectador” (MARUJO et all.2005, p.149). A escola não via com bons olhos a vinda dos pais mais interessados, entendendo, muitas vezes, essa atitude de interesse e intervenção como uma ameaça ao exercício das suas funções. Por outro lado, a família tinha tendência para percepcionar a escola de forma crítica e desinvestida, pedindo apenas contas relativamente ao insucesso, que prontamente justificava com erros de métodos e/ou conteúdos.
Em meados do século XX foi notório o aumento de importância dado à escolarização, levando essa sua crescente importância política e social ao consequente aparecimento de novos problemas e desafios à instituição escolar, decorrentes, nomeadamente, da massificação da mesma. Neste novo contexto, apresenta-se como fundamental a interacção positiva da escola com a família, por forma a gerar-se uma relação colaborativa entre estas duas instituições mutuamente responsáveis pelo prosseguimento adequado do processo ensino/aprendizagem, no contexto em que o mesmo deve ser entendido.
Depois de um longo percurso de ascendência legislativa que legitima e operacionaliza a participação dos pais e encarregados de educação, apresenta-se hoje cada vez mais necessária uma intervenção educativa assente numa dinâmica de interacção e co-responsabilização entre as várias instâncias educativas em que a criança vivencia experiências, equacionando-se, por conseguinte, uma formação global na qual a educação para a cidadania desempenha um papel de destaque. Assim, sendo esta interacção multidimensional de importância capital para o desenvolvimento de todas as crianças e jovens, exige-se que os pais estejam atentos e se envolvam activamente na vida escolar dos filhos. À escola, por seu turno, enquanto sistema que deve tender para a prática de um novo modelo mais aberto que aceita os seus novos desafios e conflitos como factores de mudança e de progresso, compete incentivar e promover esse envolvimento, estabelecendo canais diversificados de comunicação e de colaboração que funcionem em regime permanente de parceria e de confiança mútua. Tendo como referência os sistemas família e escola, e partindo da evidência de que o indivíduo é simultaneamente filho, aluno e cidadão, assume-se que a educação compete, simultaneamente e sem subalternidades, a pais, professores e sociedade em geral, sendo hoje consensual a necessidade vital de se estabelecer e desenvolver uma cooperação estreita e positiva entre a escola e a família, sob pena de se não cumprirem os objectivos esperados da função da educação. Autores como Helena Marujo, Luís Neto e Maria Perloiro (2005, p. 11) consideram que, para além de um direito, o envolvimento dos pais na educação escolar é uma responsabilidade e um valor.


Maria

Relação Escola-Famílias

Durante anos, a escola constituiu-se como um espaço fechado e à margem da comunidade, uma vez que lhe competia apenas a função de ensinar a ler, escrever e contar, o que a levava a comportar-se como uma sociedade dentro da sociedade geral. Assim, a relação entre a escola e a família desenvolveu-se essencialmente num registo negativo: as famílias só eram chamadas à escola quando havia problemas com os filhos e “só eram convidadas para actividades em que tinham um papel meramente de espectador” (MARUJO et all.2005, p.149). Por outro lado, a família tinha tendência para percepcionar a escola de forma crítica e desinvestida, pedindo apenas contas relativamente ao insucesso, que prontamente justificava com erros de métodos e/ou conteúdos.
Hoje apresenta-se como fundamental a interacção positiva da escola com a família, por forma a gerar-se uma relação colaborativa entre estas duas instituições mutuamente responsáveis pelo prosseguimento adequado do processo ensino/aprendizagem, no contexto em que o mesmo deve ser entendido. Apresenta-se cada vez mais necessária uma intervenção educativa assente numa dinâmica de interacção e co-responsabilização entre as várias instâncias educativas em que a criança vivencia experiências, equacionando-se, por conseguinte, uma formação global na qual a educação para a cidadania desempenha um papel de destaque. Assim, sendo esta interacção multidimensional de importância capital para o desenvolvimento de todas as crianças e jovens, exige-se que os pais estejam atentos e se envolvam positivamente na vida escolar dos filhos. À escola, por seu turno, enquanto sistema que deve tender para a prática de um novo modelo mais aberto que aceita os seus novos desafios e conflitos como factores de mudança e de progresso, compete incentivar e promover esse envolvimento, estabelecendo canais diversificados de comunicação e de colaboração que funcionem em regime permanente de parceria e de confiança mútua. Tendo como referência os sistemas família e escola, e partindo da evidência de que o indivíduo é simultaneamente filho, aluno e cidadão, assume-se que a educação compete, simultaneamente e sem subalternidades, a pais, professores e sociedade em geral, sendo consensual a ideia da necessidade vital de se estabelecer e desenvolver uma cooperação estreita e positiva entre a escola e a família, sob pena de se não cumprirem os objectivos esperados da função da educação.

Maria

Relação Escola-Famílias

Durante anos, a escola constituiu-se como um espaço fechado e à margem da comunidade, uma vez que lhe competia apenas a função de ensinar a ler, escrever e contar, o que a levava a comportar-se como uma sociedade dentro da sociedade geral. Assim, a relação entre a escola e a família desenvolveu-se essencialmente num registo negativo: as famílias só eram chamadas à escola quando havia problemas com os filhos e “só eram convidadas para actividades em que tinham um papel meramente de espectador” (MARUJO et all.2005, p.149). Por outro lado, a família tinha tendência para percepcionar a escola de forma crítica e desinvestida, pedindo apenas contas relativamente ao insucesso, que prontamente justificava com erros de métodos e/ou conteúdos.
Hoje apresenta-se como fundamental a interacção positiva da escola com a família, por forma a gerar-se uma relação colaborativa entre estas duas instituições mutuamente responsáveis pelo prosseguimento adequado do processo ensino/aprendizagem, no contexto em que o mesmo deve ser entendido. Apresenta-se cada vez mais necessária uma intervenção educativa assente numa dinâmica de interacção e co-responsabilização entre as várias instâncias educativas em que a criança vivencia experiências, equacionando-se, por conseguinte, uma formação global na qual a educação para a cidadania desempenha um papel de destaque. Assim, sendo esta interacção multidimensional de importância capital para o desenvolvimento de todas as crianças e jovens, exige-se que os pais estejam atentos e se envolvam positivamente na vida escolar dos filhos. À escola, por seu turno, enquanto sistema que deve tender para a prática de um novo modelo mais aberto que aceita os seus novos desafios e conflitos como factores de mudança e de progresso, compete incentivar e promover esse envolvimento, estabelecendo canais diversificados de comunicação e de colaboração que funcionem em regime permanente de parceria e de confiança mútua. Tendo como referência os sistemas família e escola, e partindo da evidência de que o indivíduo é simultaneamente filho, aluno e cidadão, assume-se que a educação compete, simultaneamente e sem subalternidades, a pais, professores e sociedade em geral, sendo consensual a ideia da necessidade vital de se estabelecer e desenvolver uma cooperação estreita e positiva entre a escola e a família, sob pena de se não cumprirem os objectivos esperados da função da educação.

Maria